joni anderson

24.02.Perestroika

In exposições, vernissage on fevereiro 8, 2010 at 22:34

O Dconcept escritório de arte inaugura no dia 24 de fevereiro, quarta-feira, a mostra Perestroika, primeira individual do artista Antonio Sobral no Brasil. Nela, são apresentadas seis obras sobre papel onde o artista desenvolve sua poética de contra-sensos da comunicação a partir de imagens da cultura ocidental.Sobral é parte da geração de jovens criadores que não se furta a cruzar referências eruditas com a cultura de massas, a música e a política em sua produção. O arranjo de seu repertório visual, suas técnicas e materiais são eloqüentes: existe aí uma inquietação criadora que não percebe fronteiras entre a alta cultura livresca, a lojinha de R$ 1,99, as conversas de bar, seja no Rio de Janeiro, São Paulo, Paris ou Berlim, onde fixou residência. Sem Título, bem como as demais obras desta série, tem como ponto de partida uma imagem conhecida da história da arte ou da política, porém sua apropriação é senão mote para a composição de uma ironia que questiona os paradigmas visuais do espectador. Nessa obra, o homem ensangüentado de um detalhe d’O Juízo Final de Fra Angelico (1387-1455) se vê rodeado de versos de Jesus Cristo, canção dos anos 1970 da dupla Erasmo e Roberto Carlos, escritos à moda de um lambe-lambe de show. Da mesma forma, porém com uma clara nuance política, a obra Perestroika associa a aclamada política de reconstrução econômica da URSS na Era Gorbachev (1985-1991) a uma figura grotesca que devora gente. A coerência da obra, ou seu caráter absurdo, reside na articulação das referências do público, que pode entrever na besta o Leviatã do Livro de Jó, a representação do Estado hobbesiana ou, por que não?, o comunista devorador de criancinhas. A escolha é livre.Quem, o cavalo punk, por sua vez, é deliciosamente pop. A figura kitsch do perfil da cabeça de um cavalo, dessas de livros de montaria, ganha uma crina branca radical, um penteado moicano que lembra um spray de tinta. É pintura que se comunica diretamente, como a publicidade, porém arranjada de forma a criar uma poética de contra-sensos. Antonio Sobral estudou cinema em Paris e há alguns anos dedica-se à pintura. Participou de oficinas livres de arte na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, no Rio de Janeiro, e foi assistente de Adriana Varejão e do pintor americano James Brown, em Paris. Participou de exposições coletivas em São Paulo, Paris e Berlim. Vernissage,quarta-feira,   24 de fevereiro, das 18h as 22h; de 25 de fevereiro a 26 de março de 2010. À Alameda Lorena, 1.257, G1 (Vila Flávio de Carvalho); de segunda a sexta-feira, das 14 às 19 horas. Entrada franca. Saiba mais em www.dconcept.net

11.02.Provocativo e irreverente

In exposições, vernissage on fevereiro 8, 2010 at 22:27

Depois da estréia no Museo Nacional de Bellas Artes do Chile, é a vez do Museu de Arte Moderna de São Paulo receber Gordon Matta-Clark: desfazer o espaço, primeira retrospectiva abrangente do artista provocativo e irreverente a excursionar pela América do Sul. Organizada pelo Museo de Arte de Lima em colaboração com o Espólio de Gordon Matta-Clark e o apoio da David Zwirner Gallery, em Nova York, a mostra abrange aspectos da obra e da vida do filho do artista surrealista Roberto Matta, ainda pouco conhecido do grande público neste continente. A exposição tem patrocínio de Bradesco, Itaú, Fundação Telefônica, Gerdau e Santander; e apoio do Ministério da Cultura. A mostra enfoca as várias faces da abordagem de Matta-Clark com relação ao fazer artístico e seu interesse na história da arquitetura e em espaços urbanos abandonados. Paralelamente à documentação em foto e vídeo de seus “cortes” antológicos em edifícios –como A W-Hole House (1973), Splitting (1974), Bingo (1974), Day’s End (1975), Conical Intersect (1978), Office Baroque (1977), e Circus (1978)-, a exposição reavalia algumas das ações de cunho político e social –como Garbage Wall (1970), a Counter-Biennial (1971), Fresh Air (1972), Fake Estates (1973), o desenvolvimento do conceito e linguagem de “anarquitetura” (1972-1974), e sua performance no Muro de Berlim, The Wall (1976)– em um contexto mais amplo marcado pela Guerra Fria e pela transformação das cidades em mercados vorazes da especulação imobiliária. Um dos destaques é o conjunto de fotografias que retratam a intervenção feita pelo artista diretamente na estrutura do Museo Nacional de Bellas Artes do Chile, exibido pela primeira vez ao público. Também figura na mostra uma seleção de cadernos de rascunho, de desenhos e de textos do artista, que vão desde propostas a potenciais patrocinadores para produzirem seus trabalhos a meditações filosóficas sobre espaço e tempo. Gordon Matta Clark: desfazer o espaço investiga a resposta crítica do artista à falência da arquitetura moderna como esforço humanista e ao colapso das políticas habitacionais ao lado de sua preocupação em criar abrigos (residências auto-sustentáveis como paredes de lixo ou “garbage walls”, “basket houses”, casas-balão, entre outros) que ainda pudessem encontrar eco nas mudanças urbanas e nas demandas sociais de vários países da América do Sul. O catálogo, editado pelo Museo de Arte de Lima em colaboração com o Museu de Arte Moderna de São Paulo e publicado em edição bilíngue português/inglês, inclui textos de Jane Crawford, Tatiana Cuevas, Lisette Lagnado, Justo Pastor Mellado, Gwendolyn Owens e Gabriela Rangel, como também uma seleção de escritos e entrevistas de Matta-Clark. A curadoria de Tatiana Cuevas (curadora de arte contemporânea do Museo de Arte de Lima) e de Gabriela Rangel (diretora de artes visuais e curadora da Americas Society em Nova York) busca apresentar Gordon Matta-Clark (Nova York, 1943-1978) como a figura radical que trabalhou procedimentos da arte experimental que surgiram em Nova York entre os anos 70 e 80. A abertura no MAM-SP será realizada na quinta-feira,11 de fevereiro, a partir das 20h,e fica em cartaz até 4 de abril; um pouco antes da abertura, às 18h do dia 11 de fevereiro, será realizada uma mesa-redonda com a presença das curadoras, Tatiana Cuevas e Gabriela Rangel; da viúva do artista, Jane Crawford; da crítica e curadora Lisette Lagnado; e da bailarina Carmen Beuchat, amiga próxima do casal Matta-Clark. O tema é o caráter coletivo da obra de Gordon Matta-Clark. A partir de seu trabalho, é possível pensar numa ética urbana que considera espaços vazios ou abandonados como um caminho na busca pela liberdade? Vernissage, quinta-feira, dia 11 de fevereiro, a partir das 20h; visitação, a partir de sexta, 12 de fevereiro, a 4 de abril de 2010. Parque do Ibirapuera, av. Pedro Álvares Cabral, s/nº , ´portão 3; de terça a domingo, das 10h às 17h30. Ingresso: R$ 5,50. Sócios do MAM, crianças até 10 anos e adultos com mais de 65 anos não pagam entrada. Aos domingos, a entrada é franca para todo o público, durante todo o dia.Agendamento gratuito de visitas em grupo pelo tel. 5085-1313. Saiba mais em www.mam.org.br

09.02.Lançamento

In eventos, decoração, design,, feiras, mostras, social, vip on fevereiro 5, 2010 at 22:24

 A Associação Brasileira das Empresas e Utilidades Domésticas convida para evento de lançamento de mais uma edição da Abup Show, reconhecida como uma das melhores feiras de utilidades domésticas e presentes do país. Este ano, pela primeira vez, a feira terá primeira edição da feira Abup Show Móvel Show, dedicada ao mobiliário. Na terça-feira, dia 9 de fevereiro, a partir das 19h30, no Espaço Host, Rua Casa do Ator, 923